Cartaz de desaparecimento da psicóloga brasileira Vitória Barreto em cidade inglesa

Mistério se aprofunda no caso de psicóloga brasileira desaparecida na Inglaterra, impulsionando petição por acesso a dados bancários e revelando novas linhas de investigação passados dois meses

O desaparecimento da psicóloga brasileira Vitória Barreto na Inglaterra completou dois meses sem desfecho esta semana. As buscas físicas pela jovem foram encerradas em 20 de março, redirecionando o foco da investigação para a coleta de informações e novas evidências. Sua mãe, Gleyz Barreto, e o namorado já retornaram ao Brasil após acompanharem parte das apurações. Entretanto, uma nova pista pode ter surgido com o depoimento de uma triatleta, e a comunidade local prepara uma petição virtual para pressionar as autoridades britânicas por acesso completo aos dados bancários da desaparecida, conforme apurado pelo g1.

A polícia comunicou aos familiares que parte dos dados bancários de Vitória já foi acessada, mas essas informações não trouxeram indícios sobre seu possível paradeiro. Esse cenário levou Gleyz Barreto e o namorado de Vitória a retornarem ao Brasil nas últimas semanas.

Amigos e familiares de Vitória Barreto mobilizaram-se, divulgando um perfil em redes sociais criado pela comunidade de Brightlingsea. Esta cidade foi um dos últimos locais por onde a psicóloga passou após deixar a Universidade de Essex no dia em que perdeu contato. Nesse perfil, anunciaram uma petição online. O objetivo é coletar assinaturas para pressionar o Parlamento do Reino Unido, visando garantir que a polícia tenha acesso total às informações bancárias de Vitória. A iniciativa espera que o caso seja tratado com urgência, acelerando um trâmite que normalmente levaria semanas ou meses.

Liliane Silva, professora que hospedava Vitória na Inglaterra antes do sumiço, revelou em vídeo nas redes sociais que a última movimentação bancária registrada nas contas de Vitória foi em 3 de março, dia do desaparecimento, com a compra de um café e uma passagem de ônibus.

Há uma semana, Liliane informou sobre uma possível nova pista. Um depoimento foi prestado por uma triatleta que afirmou ter visto Vitória na região de Bradwell, dez dias após o ocorrido inicial.

Vitória Figueiredo Barreto, psicóloga natural de Fortaleza, saiu do campus da Universidade de Essex em Colchester, a aproximadamente 90 quilômetros de Londres, em 3 de março. Ela foi vista pegando um ônibus e desembarcando em Brightlingsea. Os últimos passos confirmados de Vitória são capturas de uma filmagem dela próxima à marina de Brightlingsea, na madrugada de 4 de março.

Investigadores afirmam que, apesar da distância nas gravações, as evidências apontam que a pessoa filmada é Vitória. As filmagens cobrem dois períodos específicos:

  • Por volta das 14h35 de 3 de março, quando ela atravessou uma área de fazenda na localidade de Hurst Green.
  • Por volta de 0h22 de 4 de março, quando ela foi vista em uma área industrial, perto da Copperas Road, nas imediações do estaleiro de Brightlingsea. Esta é a última imagem conhecida de Vitória.

Vitória estava fora do Brasil desde janeiro, após participar de um congresso e dois cursos no Marrocos. Em seguida, chegou à Inglaterra, onde se hospedou na casa de amigos com a intenção de participar de atividades científicas e buscar um doutorado. Desde o começo de março, ela estava na casa de Liliane, uma amiga brasileira, e ambas trabalhavam em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex. No dia de seu desaparecimento, Vitória almoçou com Liliane perto da universidade, mas não compareceu ao reencontro planejado para o fim da tarde.

Gleyz Barreto, mãe de Vitória, relatou um telefonema preocupante:

Na terça-feira, ela me ligou muito nervosa, dizendo que realmente achava que estava muito cansada, um estresse exagerado. Porque ela já vinha de um congresso em Marrocos, tinha passado um mês fora… Ela já vem, né? E aí, quando ela disse ‘Mãe, eu estou precisando ir. Preciso ir, mãe, agora eu preciso ir…’ E desligou o telefone.

No fim de março, a família lançou uma campanha nas redes sociais para arrecadar doações, visando cobrir custos de estadia no Reino Unido e a contratação de um detetive particular. Até a publicação desta reportagem, a Polícia de Essex não havia retornado às solicitações do g1 para informações atualizadas sobre o caso.

By portalpugmil12

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