Famílias de José Neto Gomes Araújo e Ronaldo de Moura seguram fotos de seus entes queridos desaparecidos em Tocantins

Com quase um mês sem vestígios, parentes intensificam a procura por conta própria após a interrupção das operações de resgate e investigações oficiais

Famílias de dois homens desaparecidos no Tocantins, José Neto Gomes Araújo e Ronaldo de Moura, enfrentam semanas de angústia sem notícias. As buscas oficiais realizadas pelos bombeiros foram suspensas por falta de pistas, intensificando a aflição dos parentes que prosseguem as procuras de forma independente. A situação se agrava pela ausência de respostas das autoridades, conforme detalhado pelo portal g1.

Taxista desaparece após banho em balneário

O taxista José Neto Gomes Araújo, de 37 anos, sumiu em 19 de abril. Ele havia saído para um balneário localizado entre Paraíso do Tocantins e Monte Santo do Tocantins, na região central do estado.

Até esta segunda-feira (18), 29 dias se passaram desde seu desaparecimento, sem qualquer vestígio. O pai, Antônio Gomes, expressou a dor da incerteza.

“Nenhuma novidade. Nenhuma notícia do meu filho ainda. Hoje tá com 29 dias. A polícia só fala que tá investigando e nós da família, nem os amigos, ninguém sabe de nada”

As buscas conduzidas pelos bombeiros foram interrompidas pela ausência de novas pistas. Entretanto, a família e amigos de José Neto continuam a mobilização por conta própria.

A preocupação aumentou após informações sobre a possível soltura de um suspeito. O pai do taxista relatou a intensificação da sensação de insegurança.

“Só sei que meu filho tá desaparecido. E também estamos sabendo, parece que o rapaz que tava preso foi liberado, né? E tamo aqui com a aflição, cada dia que passa a gente fica mais inconformado”

Em Paraíso do Tocantins, familiares e amigos realizaram uma manifestação clamando por mais empenho e respostas das autoridades.

Caseiro segue sem paradeiro definido há mais de 20 dias

Ronaldo de Moura, um caseiro de 38 anos, foi visto pela última vez em 27 de abril, na zona rural de Goianorte. Sua família também vive um drama.

Até esta segunda-feira (18), completam-se 21 dias desde seu sumiço. Segundo a irmã, Lenice, a falta de informações oficiais é o maior tormento.

“Até agora nenhuma resposta da polícia. A gente continua sem notícia nenhuma, não tem rumo nenhum até agora”

Lenice enfatiza o sentimento de desamparo diante da paralisação das buscas em campo. Ela questionou a falta de continuidade das investigações e a ausência de apoio.

“E o bombeiro não veio para procurar mais. Porque disse que não tem pista de onde procurar. A Polícia Civil, só no dia do acontecimento que foi pegar o depoimento da gente, nunca mais deu notícia. Aí a gente fica assim, só no desespero mesmo, de ele continuar desaparecido e a gente sem saber aonde procurar mais, né?”

O g1 tentou contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO) e com o Corpo de Bombeiros para obter atualizações sobre as investigações, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A situação de ambos os desaparecimentos mantém as famílias em estado de alerta e com um apelo contínuo por elucidação dos casos.

By portalpugmil12

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