Policial civil Felipe Monteiro Marques, alvejado na cabeça durante voo em operação contra criminosos, falece após mais de um ano de batalha intensa e internações no Rio de Janeiro

Felipe Monteiro Marques, copiloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, morreu neste domingo (17), aos 46 anos, no Hospital São Lucas, em Copacabana. Sua morte encerra uma batalha de mais de um ano, iniciada após ser atingido na cabeça por disparos de fuzil em março de 2025, enquanto estava em serviço durante uma operação policial em voo. Ele estava internado desde março deste ano, com um agravamento do quadro de saúde que incluiu infecção e inchaço cerebral, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo.

O incidente ocorreu em março de 2025, durante uma operação na Vila Aliança, zona oeste da capital fluminense. Monteiro estava em uma aeronave da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), prestando apoio a uma ação destinada a desarticular uma quadrilha especializada em roubos de vans. O helicóptero foi alvo de fuzilamento por criminosos em terra.

Após o ataque, o policial permaneceu internado por nove meses antes de ser transferido para uma clínica de reabilitação. Contudo, seu estado de saúde deteriorou-se novamente, levando ao retorno ao hospital devido a inchaço na cabeça e uma infecção grave. Foram realizadas novas cirurgias, mas o quadro se agravou nos últimos dias, com os médicos empregando antibióticos para tentar controlar a infecção.

A companheira do policial, Keidna Marques, havia expressado grande preocupação com a saúde de Felipe no sábado (16), por meio de uma publicação no Instagram. Ela frequentemente utilizava a plataforma para atualizar sobre a condição do marido.

“Queria muito vir aqui para dar boas notícias, como sempre fiz. Trazer amor, esperança e fé. Mas neste momento não estou em condições de falar.”

A informação do falecimento foi divulgada tanto nas redes sociais do próprio policial quanto pela Secretaria de Estado da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Em nota, a secretaria lamentou a perda.

“Felipe honrou a missão policial com coragem, lealdade e espírito de sacrifício, atuando diretamente em operações aéreas no enfrentamento à criminalidade e em defesa da sociedade fluminense. Sua partida deixa um vazio irreparável em toda a instituição.”

O governo do Rio também se manifestou, expressando condolências à família e enaltecendo a dedicação de Monteiro à segurança.

O ex-governador Claudio Castro (PL) utilizou suas redes sociais para lamentar a morte, questionando a frequência de tais perdas.

“Até quando vamos ver nossos bravos guerreiros partindo?”

Para o político, que havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal na sexta-feira (15) por suspeita de usar a máquina do estado para facilitar crimes atribuídos a um empresário, a notícia da morte do copiloto trouxe tristeza e indignação.

By portalpugmil12

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