Forças de segurança estaduais e federais unem esforços para desbaratar esquema criminoso que utilizava o centro do país como rota estratégica
Uma operação de grande envergadura, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) e com o apoio crucial da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), resultou na identificação e neutralização de uma infraestrutura logística vital para o tráfico de entorpecentes na região central do estado. A ação, denominada “Operação Estoque Oculto”, revelou uma pista clandestina de pouso e decolagem, além de um vasto depósito de combustível de aviação.
Nesta terça-feira, equipes do 3º Batalhão e da Patrulha Rural da PMTO desempenharam um papel fundamental, assegurando o perímetro e prestando suporte às demais forças, conforme apurou o PORTAL LJ. A ofensiva concentrou-se nas proximidades do município de Pedro Afonso, onde uma área de mata densa ocultava a estrutura ilegal.
No local, os agentes confirmaram a existência da pista, utilizada por aeronaves de pequeno porte, e encontraram aproximadamente 750 litros de combustível de aviação (AVGAS). O material estava armazenado de maneira irregular, indicando seu uso provável para garantir a autonomia de voos ilícitos relacionados ao transporte de drogas.
A iniciativa faz parte da “Operação Força Integrada II”, uma mobilização de alcance nacional. Esta grande ação tem como propósito central enfraquecer as bases logísticas operadas por organizações criminosas em todo o território brasileiro. O foco principal reside no combate à utilização de pistas não autorizadas, que servem como pontos estratégicos para o escoamento de ilícitos entre diferentes estados.
Além da FICCO/TO e da Polícia Militar, a operação contou com a participação efetiva da Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Penal. Essa colaboração interinstitucional sublinha o empenho conjunto das forças de segurança pública no enfrentamento ao crime organizado.
Como parte da estratégia da “Operação Força Integrada II”, estão em curso o cumprimento de 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão. Estas ordens judiciais se estendem por dezesseis estados brasileiros: Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.
O combustível apreendido passará por perícia técnica. O objetivo é subsidiar as investigações em andamento e identificar as aeronaves que se valiam da estrutura para fins criminosos. As apurações prosseguem para determinar os responsáveis pelo apoio terrestre e os financiadores da rede logística criminosa na região central do Tocantins.