Força-tarefa da Polícia Civil prende envolvidos em crimes graves contra menores, desvendando o uso de propriedade particular para aliciamento e exploração sexual
Quatro homens foram detidos em uma operação da Polícia Civil que desmantelou um esquema de exploração sexual de adolescentes, utilizando uma chácara em Itariri, no interior de São Paulo. Os indivíduos, investigados desde fevereiro, são acusados de aliciar famílias para cometer crimes sexuais contra menores de idade. A ação conjunta das equipes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe e da Delegacia Sede de Itariri resultou nas capturas entre a última segunda e quarta, conforme informações da Polícia Civil.
A propriedade rural, pertencente a um dos investigados, funcionava como o ponto central onde os abusos ocorriam. Um dos integrantes do grupo era especificamente responsável por abordar e conquistar a confiança das famílias das vítimas. Após este aliciamento inicial, os jovens eram levados ao local para a prática de programas sexuais com os homens, segundo detalhes fornecidos pela corporação policial.
Policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe monitoravam a atuação dos criminosos desde fevereiro. Diante das evidências reunidas, a Justiça expediu mandados de prisão temporária. As acusações contra os detidos são de estupro de vulnerável, exploração sexual de criança, adolescente e vulnerável, aliciamento de crianças para fins sexuais por intermédio de meios de comunicação, além de comercialização e consumo de pornografia infantil.
As ordens judiciais foram cumpridas em ações distintas e coordenadas. A primeira detenção ocorreu em 15 de março. As outras três prisões aconteceram entre segunda e quarta desta semana, nas cidades de Itariri, Peruíbe e Praia Grande. A Polícia Civil optou por não divulgar detalhes sobre a dinâmica específica das prisões ou a identidade dos suspeitos, impedindo assim a localização de suas defesas.
Em nota oficial, a Polícia Civil resumiu o desfecho da operação:
“Sendo assim, todos os indivíduos foram capturados e levados à unidade policial para a realização dos procedimentos de polícia judiciária e seguem à disposição da Justiça.”
Os detidos permanecem à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.