Mega-operação Scutum 3 da Polícia Federal revela como ex-militar testava armamentos e grupo lavava milhões em esquema transnacional
A Polícia Federal (PF) deflagrou na última terça-feira, 19 de maio de 2026, a Operação Scutum 3, com o objetivo de reprimir um grupo criminoso especializado no tráfico internacional e no comércio de armas de fogo e munições de uso restrito. A ação policial resultou no cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, além de duas prisões temporárias na região do Triângulo Mineiro, conforme informações divulgadas pela Comunicação Social da Polícia Federal em Uberlândia.
As investigações, que se aprofundaram a partir da análise dos materiais coletados nas fases anteriores da operação, identificaram um núcleo criminoso estrategicamente instalado em Uberlândia. Este grupo contava com um indivíduo responsável pela guarda de todo o armamento e munições, enquanto um ex-militar, funcionário de um clube de tiro, tinha a incumbência de testar as armas de fogo da organização.
Foi apurado que o esquema criminoso era responsável por introduzir armas de fogo vindas do Paraguai. Estes armamentos eram então distribuídos para a região do Triângulo Mineiro e para o estado de Goiás, sendo posteriormente revendidos para indivíduos em outros estados, como Rio de Janeiro e Bahia.
A Justiça acatou o pedido e deferiu a ordem de bloqueio de bens e valores do grupo, totalizando uma soma expressiva de até R$ 66 milhões. Essa medida visa combater a lavagem de capitais, prática que os investigados promoviam para legalizar os valores ilícitos adquiridos ao longo dos anos com o tráfico.
Os envolvidos na organização criminosa poderão ser responsabilizados por diversos crimes, incluindo formação de organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo, tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito ou proibido, e lavagem de capitais. A operação reforça o compromisso da PF em desarticular redes complexas de criminalidade transnacional.