A despedida dolorosa de um herói fluminense que sucumbiu às sequelas de um ataque brutal em serviço, reabrindo o debate sobre a segurança nas operações aéreas
O piloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Monteiro Marques, de 46 anos, faleceu neste domingo, dia 17, em decorrência de complicações após uma nova intervenção cirúrgica para remoção de um hematoma e o desenvolvimento de uma infecção. A morte ocorre nove meses depois que o oficial foi atingido por um disparo na cabeça durante uma operação aeropolicial na região de Bangu.
Marques, que era membro do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), estava à frente de sua aeronave sobre a Vila Aliança quando criminosos efetuaram disparos contra o helicóptero. Um tiro de fuzil atingiu o policial na testa, deixando-o gravemente ferido, conforme reportado pelo jornal Estadão.
A esposa do policial, Keidna Marques, publicou uma nota de pesar nas redes sociais, expressando a dor da família e o reconhecimento da trajetória de Felipe.
“Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé.”
O governo do Rio de Janeiro também manifestou seu pesar pelo falecimento de Marques, destacando seu serviço à população.
“Prestamos solidariedade à esposa, aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, reconhecendo sua bravura e dedicação à segurança da população fluminense. A coragem e o legado de Felipe Monteiro Marques permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado.”
O incidente que resultou no ferimento fatal do piloto sublinha os riscos enfrentados por agentes de segurança em operações aéreas contra o crime organizado, marcando a memória da segurança pública estadual e a perda de um dedicado profissional.