Coordenadoria de operações com aeronaves não tripuladas (coant) estabelece um novo paradigma para a inteligência e investigação contra o crime organizado no rio de janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro estabeleceu a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT), uma estrutura inovadora focada em otimizar as ações de investigação e inteligência. A iniciativa integra drones de forma estratégica no combate ao crime organizado, além de reforçar o suporte em missões emergenciais por todo o estado. As informações foram divulgadas pela Revista Segurança Eletrônica.
A tecnologia de drones amplifica a capacidade operacional da Polícia Civil, permitindo levantamentos de inteligência aprofundados e a busca por criminosos com maior eficiência. As aeronaves fornecem acompanhamento de operações em tempo real e são essenciais para a coleta de provas visuais, mapeando áreas dominadas por organizações criminosas e monitorando a circulação de seus integrantes.
O secretário de Polícia Civil, delegado Delmir Gouvea, enfatizou a importância da integração tecnológica para a segurança pública.
“Combater o crime organizado exige tecnologia, inteligência e precisão. Os drones ampliam a nossa capacidade operacional, diminuem a exposição dos policiais em áreas de risco e permitem monitoramento. A Polícia Civil está investindo cada vez mais em ferramentas modernas para atuar de forma mais estratégica e eficiente no enfrentamento às organizações criminosas.”
Análise de dados e regulamentação
A COANT contará com um núcleo especializado em inteligência policial, dedicado à análise dos vastos dados produzidos pelos drones. As imagens capturadas serão fundamentais para subsidiar investigações, planejar operações táticas, localizar criminosos e monitorar áreas sob domínio de grupos criminosos.
A coordenadoria também é responsável por instituir um conjunto de regras gerais para a utilização dos equipamentos. Isso inclui desde o cadastro dos operadores e a padronização dos procedimentos, até o armazenamento seguro das imagens e a formação técnica dos agentes. A COANT assegurará ainda a capacitação contínua dos policiais e a criação de protocolos técnicos para um uso seguro e eficiente das aeronaves.
Além disso, a medida prevê uma integração rigorosa com os sistemas de controle aéreo nacionais, respeitando as normativas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A criação da COANT representa um salto qualitativo na capacidade de resposta da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o crime organizado, consolidando a tecnologia como um pilar fundamental para a segurança pública e a eficiência das operações policiais.