Policiais civis em frente à delegacia em Tocantins durante operação.

Influenciadora é alvo de investigação por suspeita de movimentar R$ 20 milhões em jogos ilegais e tem bens bloqueados

Uma influenciadora digital, identificada como Lara Luiza Cabral, está sob investigação policial por suspeita de ter movimentado mais de R$ 20 milhões em um esquema de jogos de azar ilegais. A Justiça determinou a suspensão de seus perfis em redes sociais, o bloqueio de três residências, sete lotes e três veículos, além da suspensão de contas empresariais ligadas ao grupo. A operação policial aponta para um esquema com atuação familiar, envolvendo a mãe e a irmã da influenciadora.

As ações judiciais, que incluíram ordens de busca e apreensão, foram autorizadas com base na movimentação financeira expressiva, estimada em mais de R$ 20 milhões em apenas um ano. Segundo as decisões judiciais, empresas ligadas ao grupo, incluindo a Cabral Construtora inaugurada em janeiro de 2025, funcionariam como fachada para a ocultação de dinheiro ilícito. O juiz Milton Lamenha de Siqueira considerou as plataformas digitais o “coração” da prática criminosa ao determinar o bloqueio das redes sociais dos investigados.

A mãe da influenciadora, Valquira Cabral de Sousa, que declarava ocupação de faxineira e renda de R$ 3 mil, teria movimentado R$ 9 milhões sozinha. A polícia suspeita que suas contas eram utilizadas como “contas de passagem” para a pulverização de valores. A irmã de Lara, com um número menor de seguidores, também compartilhava publicações da construtora e momentos de lazer, estando igualmente sob investigação.

O grupo teria utilizado o método de “smurfing”, que consiste em fracionar grandes quantias em depósitos menores para evitar a detecção pelos órgãos de controle. A investigação, segundo informações da Polícia Civil, também apura se os valores transferidos, que incluíam menções a dízimos, eram de fato reais ou parte de um esquema de lavagem de dinheiro. “Vamos aprofundar as investigações para saber se a instituição beneficiou pessoas do grupo de alguma forma”, destacou o delegado Wanderson Chaves de Queiroz.

A Justiça optou por medidas cautelares alternativas à prisão preventiva, como a suspensão das redes sociais e o sequestro judicial de bens. Foi autorizada também a quebra do sigilo de dados das investigadas, permitindo o acesso a informações armazenadas em nuvens e dispositivos móveis. Até a última atualização desta reportagem, a equipe de Lara Luiza Cabral, sua mãe e a Cabral Construtora não haviam retornado os contatos para comentar as investigações.

By portalpugmil12

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