Sargento da Polícia Militar do Tocantins rompe o silêncio nas redes sociais e aponta suposta perseguição institucional de coronel
A 1º sargento Mônica, pertencente à Polícia Militar do Tocantins, veio a público nesta quinta-feira, dia 8, por meio de vídeos em suas plataformas digitais, para expor um alegado cenário de perseguição que afirma vivenciar há anos. O pivô da denúncia, segundo a militar, é um coronel da mesma corporação, que também é pai de sua filha. As informações foram divulgadas pelo Jornal Sou de Palmas.
A sargento relatou que os conflitos tiveram início ainda durante a sua gestação, quando o oficial teria, inicialmente, negado o reconhecimento da paternidade da criança. Com o decorrer do tempo, o ambiente de trabalho também se tornou palco de hostilidades, com Mônica afirmando ter sido alvo de comentários difamatórios e boatos maliciosos.
Diante do agravamento da situação, a militar explicou que buscou as vias internas da Polícia Militar para solucionar a questão. Segundo ela, as tentativas de resolução resultaram em procedimentos administrativos instaurados contra a própria sargento, os quais, conforme seu relato, comprovaram sua inocência. No entanto, as punições disciplinares se seguiram, culminando na perda de promoções e na sua transferência de unidade.
A sargento Mônica também informou que procurou a Delegacia da Mulher a fim de formalizar uma denúncia perante a Polícia Civil. Por um período considerável, a militar associou os problemas à sua saída de um colégio militar localizado em Cristalândia, chegando a crer que o prefeito da cidade estaria envolvido.
Contudo, posteriormente, ela teria percebido uma suposta manipulação, indicando que o gestor municipal teria sido usado na trama. O Jornal Sou de Palmas destacou que não conseguiu estabelecer contato com os envolvidos até o fechamento da matéria, e que o espaço permanece aberto para manifestação da Polícia Militar do Tocantins, da defesa do coronel mencionado e dos demais citados.