Forças integradas da Polícia Federal, Ibama e ICMBio pulverizam infraestrutura de crimes ambientais em três dias de intensa fiscalização na Amazônia
A Polícia Federal (PF), em uma ação conjunta de grande envergadura, desferiu um duro golpe contra o garimpo ilegal na região amazônica. A Operação Calha Norte, conduzida entre os dias 12 e 15 de maio de 2026, resultou na inutilização de maquinário pesado, combustível e acampamentos clandestinos utilizados na exploração mineral irregular. As atividades foram concentradas na divisa entre os estados do Amapá e Pará, conforme divulgado pela Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá.
A iniciativa, coordenada pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI – Amazônia), mobilizou um contingente de aproximadamente 80 agentes. Estes profissionais representavam a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Força Nacional, contando ainda com o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (SEGUP/PA), por meio da Polícia Militar do Pará e do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP).
Durante os três dias de atuação, as equipes miraram sete áreas distintas de garimpo ilegal que operavam em plena atividade. Essas frentes de exploração criminosa estavam localizadas especificamente entre os municípios de Laranjal do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Pará. Para alcançar os pontos de difícil acesso no interior da floresta, a operação contou com a logística vital de cinco aeronaves, facilitando o deslocamento e a execução das tarefas de fiscalização.
Os resultados da ofensiva foram significativos na desestruturação da capacidade operacional dos garimpeiros ilegais. Entre os bens inutilizados, destacam-se quatro escavadeiras hidráulicas e dezenas de motores que impulsionavam a atividade criminosa. Além disso, três quadriciclos, dois tratores, diversos geradores de energia e múltiplas estruturas de acampamentos clandestinos foram destruídos no local. Aproximadamente 3.300 litros de diesel, combustível essencial para o funcionamento do maquinário ilegal, também foram inutilizados.