Forças de segurança atuam em ação coordenada para desmantelar intrincada cadeia de apoio terrestre ao narcotráfico que operava no coração do estado
Uma operação integrada entre a Polícia Civil e a Polícia Militar do Tocantins desarticulou uma complexa estrutura logística utilizada por facções criminosas para o tráfico interestadual de drogas. A ação, realizada nesta terça-feira, 12, nas proximidades de Pedro Afonso, na região central do estado, resultou na localização de uma pista clandestina de pouso e decolagem para aeronaves de pequeno porte e na apreensão de aproximadamente 750 litros de combustível de aviação, armazenados de maneira irregular. A iniciativa interrompeu uma parte crucial do esquema, conforme informações do Portal Benício.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) coordenou a “Operação Força Integrada II”, de abrangência nacional, que ocorreu simultaneamente em 16 estados brasileiros, com foco no enfrentamento às organizações criminosas envolvidas com o tráfico de entorpecentes. Equipes do 3º Batalhão e da Patrulha Rural da Polícia Militar prestaram apoio operacional, realizando o cerco da área, garantindo a segurança do perímetro e oferecendo suporte às demais forças durante as diligências em campo.
No âmbito da “Operação Estoque Oculto”, deflagrada pela FICCO/TO, a Polícia Civil participou ativamente das ações em Pedro Afonso. O combustível apreendido seria utilizado para abastecer aeronaves clandestinas empregadas no transporte de entorpecentes, evidenciando a sofisticação da infraestrutura criminosa.
Investigações revelam rota e grupos criminosos
As investigações que culminaram nesta operação foram iniciadas após a apreensão de uma aeronave no município de Dueré, no sul do Tocantins. As apurações subsequentes apontaram para a existência de uma estrutura organizada de apoio terrestre, dedicada ao armazenamento de combustível e ao suporte operacional ao narcotráfico na região. De acordo com as análises, o esquema era explorado por grupos criminosos originários dos estados de São Paulo, Goiás e Bahia, que empregavam o Tocantins como uma rota logística estratégica para suas atividades ilícitas.
A localização do reservatório clandestino, essencial para o tráfico de drogas, foi um resultado direto do trabalho de inteligência e de polícia judiciária desenvolvido pelas forças integrantes da FICCO/TO. A análise cruzada de informações provenientes de outras investigações, combinada com diligências específicas realizadas no local, permitiu confirmar a utilização do espaço para a prática criminosa.
Perícia técnica busca provas e aprofundamento
Com o objetivo de coletar elementos materiais que subsidiem a prática criminosa, a autoridade policial requisitou a realização de uma perícia junto ao Instituto de Criminalística, por intermédio do 4º Núcleo de Perícias Criminais (4º NPC). Os peritos conduziram exames técnicos detalhados, que incluíram a vistoria minuciosa da área destinada ao armazenamento clandestino do combustível, o registro das condições encontradas e a coleta de amostras do material apreendido. O conteúdo recolhido será encaminhado para análise laboratorial, com a finalidade de aprofundar as investigações em curso.