Autoridades britânicas elevam preocupação com segurança em Londres após acusações de tentativa de homicídio contra homem que esfaqueou dois judeus em Golders Green
A polícia britânica formalizou, nesta sexta feira, 1º de dezembro, a acusação contra um homem de 45 anos suspeito de esfaquear dois membros da comunidade judaica no norte de Londres. Os dois homens, de 76 e 34 anos, foram atacados na última quarta feira, dia 29 de novembro, no bairro de Golders Green, uma área com significativa população judaica na capital britânica, e permanecem hospitalizados em condição estável, conforme informações da Agence France-Presse (AFP).
O suposto agressor, um cidadão britânico de 45 anos nascido na Somália e que chegou ao Reino Unido ainda criança, enfrenta agora acusações formais de “duas tentativas de homicídio e porte de objeto cortante em local público” pelo incidente em Golders Green, conforme detalhado em comunicado oficial pela polícia.
Em resposta ao incidente, na quinta feira, 30 de novembro, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reiterou o compromisso de fortalecer a segurança para os judeus.
Simultaneamente, o Ministério do Interior do Reino Unido elevou o nível de alerta terrorista nacional para “grave”, a segunda classificação mais alta em um sistema de cinco níveis. Este patamar indica uma “alta probabilidade de ocorrência de um novo ataque nos próximos seis meses”.
O incidente ocorre em um período de crescente tensão, com quase 30 detenções nos últimos meses em investigações relacionadas a ataques incendiários contra locais vinculados à comunidade judaica em Londres. Um grupo identificado como “Harakat Ashab al Yamin al Islamiyya” (Hayi), descrito como pró-Irã, reivindicou a autoria de várias dessas ações, tanto na Europa quanto na capital britânica.
O mesmo grupo, Hayi, chegou a elogiar publicamente o ataque a faca ocorrido em Golders Green na quarta feira, atribuindo a autoria a seus “lobos solitários”.