Mão batendo levemente em mesa em sala de reuniões com gráficos de economia

Conflitos globais e incertezas fiscais elevam juros e complicam cortes nos EUA e Brasil

A instabilidade gerada pelos conflitos no Oriente Médio, somada à persistência de uma inflação acima da meta e à resiliência do mercado de trabalho, tem tornado a redução das taxas de juros uma tarefa complexa tanto para os Estados Unidos quanto para o Brasil. Essa conjuntura mantém as políticas monetárias restritivas em vigor nas duas maiores economias de seus respectivos continentes, conforme indicaram os comunicados recentes dos bancos centrais brasileiro e americano na quarta-feira, 29.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, após analisar a insegurança quanto aos preços, os possíveis efeitos dos conflitos no mercado de petróleo e em outros produtos básicos, além da força do mercado de trabalho e uma perspectiva de inflação ainda superior aos 3% anuais, optou por um corte cauteloso. A taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto porcentual, passando de 14,75% para 14,50%, repetindo a mesma magnitude de ajuste feita em março.

Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. A decisão se baseou no ritmo acelerado da expansão econômica, nas boas condições de emprego, na inflação considerada elevada e na crescente incerteza agravada pela guerra no Oriente Médio. O presidente do Fed, Jerome Powell, encerra seu ciclo à frente da instituição sem ter conseguido implementar uma política monetária mais branda.

Ambas as economias, a americana, a maior do mundo, e a brasileira, a maior da América Latina, permanecem atreladas a condições monetárias bastante restritivas. Contudo, enquanto a economia dos EUA desempenha um papel na sustentação e potencial agravamento da insegurança financeira internacional, o Brasil sofre com as consequências, apesar de obter algum benefício como fornecedor global de matérias-primas essenciais.

A insegurança econômica internacional explica, em parte, os juros elevados e as dificuldades de crescimento no Brasil. O outro fator crucial, a incerteza em relação às contas públicas e às finanças no médio e longo prazos, tem suas origens na política econômica doméstica e em experiências históricas negativas. Esses elementos, combinados, dificultam a normalização das taxas de juros no país.

By portalpugmil12

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